A inovação e o pensamento
divergente na educação
A inovação e o pensamento divergente os dois conceitos
fundamentais nas mudanças educativas dos nossos dias. Será importante
desenvolver no ser humano a criatividade ou desenvolver o pensamento crítico
para chegarmos à criatividade? Pensamento divergente e criatividade
complementam-se, a criatividade é um processo de se ter ideias originais, mas
só com um pensamento divergente é que o ser humano consegue ver as possíveis
respostas às questões, ou seja, pensar as possibilidades de... Só com este tipo
de pensamento é que se pode ter um posicionamento crítico sobre as coisas e o
mundo que nos rodeia! O modelo de educação tem de olhar para a verdadeira
essência do ser humano com todas as suas capacidades. A educação deve ter
sempre como máxima primordial a vertente humana e só depois o conhecimento.
Pois, se a educação descurar a parte humana não existe efetivamente
conhecimento. O conhecimento só existe quando se pensa e se reflecte sobre o
mesmo. Neste sentido, a educação deve levar o ser humano a mergulhar na
imensidão do mundo para que possa compreender as coisas que o rodeiam. Cada ser
humano é um ser único e irrepetível!
O grande desafio
imposto à educação no momento atual, encontra-se justamente, na compreensão
profunda da mudança no universo do conhecimento que potencializado pela
revolução tecnológica tem alterado significativamente a forma de ensinar e
aprender.
Historicamente,
desenvolveram-se de forma separada dois ambientes de aprendizagem: a
tradicional (sala de aula presencial) e o moderno (ambiente virtual de
aprendizagem), que ao longo do tempo, mutuamente se completam.
Convergência entre educação virtual e presencial
A convergência
entre a educação virtual e presencial remete-nos para o conceito de Blended learning
ou b-learning. Mas afinal, o que é o Blended learning? Grahm (2005:5) apresenta
a seguinte definição: “O Blended learning combina a formação cara a cara com a
formação mediada por computador”. Esta abordagem de ensino combina, então, o
sistema presencial e a distancia, em que o professor se reúne com os alunos (em
sala de aula ou através de meios tecnológicos), onde é disponibilizado a estes
últimos, um conjunto de recursos materiais e atividades para o seu processo de
ensino/aprendizagem. Na orientação de um processo de ensino/aprendizagem
através desta modalidade, pretende-se retirar o que melhor existe na formação
presencial e na formação a distância. A comunicação e a interação com os
conteúdos abordados entre os intervenientes (professor/aluno) são valorizadas
com os diversos meios tecnológicos disponíveis, tais como: o computador, a
internet, produtos multimédia, aplicações Web, entre outros.
Como refere
Grahm (2005), o b-learning tem sido utilizado com maior frequência em ambientes
académicos, e como consequência deste crescendo, surgem tecnologias para se
poder implementar sistemas de aprendizagem a distância, que segundo McGreal
citado por Gonçalves e Rodrigues (2006), podem ser agrupadas em tecnologias da
comunicação (síncrona e assíncrona), tecnologias Web (distribuição dos
conteúdos) e implementação de ambientes colaborativos e ferramentas de autor
(criação de aplicações multimédia). De acordo com os interesses dos alunos e da
finalidade das instituições têm surgido vários cenários de aplicação.
Vantagens
no uso das ferramentas tecnológicas na educação
Se na educação presencial
pode-se utilizar diversos tipos de linguagem, na modalidade virtual todas podem
ser utilizadas em simultâneo, proporcionando ao processo de ensino/aprendizagem
um potencial enorme de comunicação e integração espaço/tempo.
A utilização das
várias ferramentas tecnológicas permitem:
Ø Fornecer
documentação multimédia (texto, imagens, vídeos) para auxiliar no estudo das
disciplinas.
Ø Produzir
material de apoio à aprendizagem como por exemplo: glossários, bases de dados
(incluindo ou não imagens).
Ø Motivar
a interação entre os próprios alunos, através das hiperligações,
disponibilização de páginas pessoais, sessões de conversação síncrona ou
assíncrona.
Ø Proporcionar
informação de forma alargada e rigorosa aos alunos sobre o seu próprio
progresso através de um livro de notas on-line.
O aluno tem mais
liberdade de desenvolver os seus estudos (flexibilidade de horários e locais
considerados presenciais), é mantida a interatividade com os professores e
alunos, fortalecendo uma aprendizagem colaborativa. Num ambiente colaborativo a
aprendizagem centra-se no papel ativo dos participantes, num processo de
reflexão-ação, na interatividade e colaboração feita entre os envolvidos de
modo a desenvolver uma aprendizagem significativa.
Assim, num
modelo educacional onde a tecnologia está associada, o aluno é visto como
principal sujeito e o professor como um mediador no processo de construção do
conhecimento (ensino/aprendizagem). Através da operacionalização de sistemas
Blended learning, a educação torna-se mais aberta, mais flexível e inclusiva.
Bibliografia
Gomes, M.
(2006). E-learning e Educação on-line: contributos para princípios de Bolonha.
Actas do VII colóquio sobre Questões Curriculares (III colóquio
Luso-Brasileiro), CIEd.Braga.Gonçalves.
Graham, C.
(2005). Introduction to Blended Learning. Blended Learning Systems –
Definition, Current Trends, and Future Directions. The Handbook of Blended
Learning.Chapter One.
Martins, V.
(2006). B-Learning: Um caso de aprendizagem colaborativa usando a Fle3.
Universidade do Minho, Braga (Tese de Mestrado).